Publicado por: claudio | abril 18, 2012

Mais um puzzle

Ok. As provas acabaram. Então todos querem se divertir. Que tal um cinema? Sim? Então, eis a pergunta deste “post”.

Você pode assistir filmes fora de casa em salas de cinema dos mais diversos tipos. Por que algumas só têm pipocas e outras, uma variedade muito maior, senão um cardápio?

Qual a explicação econômica?

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Responses

  1. Supondo em um mercado de salas de cinema onde há concorrência, um exemplo prático é o das salas
    localizadas em shoppings para a classe C onde é oferecido pipoca e normalmente os consumidores compram
    os lanches em lojas de conveniência(dentro do shopping) onde os preços são mais competitivos em comparação com os
    oferecidos no cinema classe C (não conheço cinemas que ofereçam SOMENTE pipoca, imagino que estes
    cinemas tenderiam a não vender outros produtos senão pipoca no longo prazo, visto não serem eficientes na
    administração e venda de lanches como as de conveniência)
    Já nos shoppings para o público A e B, o custo para o consumidor procurar seus lanches é maior do que
    o de comprar dentro do cinema, como ele tem um poder aquisitivo maior, seu comportamento tende a buscar praticidade, mesmo pagando mais caro. Portanto, alguns cinemas oferecem só pipocas e outros mais lanches porque seus respectivos públicos são segmentados sócio-economicamente.
    Acredito que seja isso.

  2. Muitos “porém(s)”: (1) nos shoppings para a classe C… – é difícil dizer que um shopping para as classes não-C não ofereçam o similar de pipocas. Aliás, oferecem. O exemplo da pipoca não é diferente do cinema que oferece pipoca e cachorro quente. (2) Não foi o que eu perguntei (shoppings versus shoppings). O argumento não é entre pipoca e cachorro quente versus pipoca. Olha de novo a pergunta. Estamos falando de refeições de fato. Será que o Jean perdeu alguns filmes nas últimas férias?

    Tente de novo.

  3. Se estamos falando de preferências de lanches, ou seja, pipoca versus outras refeições (CORRETO?) a resposta deve estar nas preferências do consumidor que frequentam salas de cinema.
    O custo de oportunidade da empresa oferecer mais pipoca em relação a outros lanches deve ser bem inferior comparado com o hot-dog, por exemplo ( visto que sua clientela demanda mais pipoca, ela tem faturamento maior vendendo somente pipoca).
    O contrário para o cinema que oferece o cardápio variado, o cinema percebeu que a demanda de pipoca é bem menor em relação a outros lanches, portanto irá oferecer maior variedade aos seus clientes(as vezes até mesmo focar em algum outro lanche específico que tenha feito sucesso
    em vendas, como comunmente é a pipoca para assistir filmes).
    O que a empresa deseja é maximizar a escolha de produtos que tenham maior número de vendas e obviamente maximizar seu lucro (minimizando custos e aumentando faturamento).

    PS: eu tirei férias no mês da P2 do semestre passado, sim, perdi alguns filmes nas ultimas férias.rs

  4. Tentando enxergar as coisas da forma mais simples possível (o velho custo x benefício), não acho que o agente tomador de decisões “cinema” iria incorrer em custos relacionados a oferta de outros bens que não a pipoca se não esperasse que o benefício de se fazer isso seja maior ou igual ao custo. Agora, o porquê dessa oportunidade existir, na minha opinião, é uma questão de preferências, restrição orçamentária e discriminação de preços. Não acredito que qualquer cinema receba um público disposto a gastar mais do que o valor do ingresso e da clássica pipoca, talvez acompanhada de uma bebida. Se existe gente disposta consumir mais do que a pipoca e a bebida, por que não aproveitar essa oportunidade de mercado? Isso é Ciência Econômica com visão de negócios!

    E aí, professor, faz sentido?

    Abraços!

  5. Se estamos falando de diferenças entre salas do mesmo cinema, creio que a explicação econômica é basicamente um argumento de complementariedade.

    Por exemplo, salas que oferecem certos tipos de filmes podem receber em média clientes mais propensos à consumir refeições maiores, o que evidenciaria a complementariedade desses bens.

    Note que essa noção não escapa à análise de custo marginal x benefício marginal, e assumimos aqui que o proprietário das salas seja racional e maximizador de lucro, de forma que as salas em que as refeições não são ofertadas são justamente aquelas em que não existe demanda suficiente para os bens em questão; a oferta desses traria prejuízo econômico ao proprietário (dados os custos operacionais e de oportunidade incorridos para ofertar essas refeições).

    Um grande abraço,

    Uriel


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